Há um poema do Drummond que desde que o li pela primeira vez, por esses tempos de fim de ano, me volta a memória, principalmente pelo fato de falar de ano novo, merecimento, mudança. Somos simbólicos pois significamos. Há um sentido no entorno o qual muitas vezes não temos a consciência, simplesmente estamos inseridos, afetando e sendo afetados. Nessa dialética que nos situamos torna-se possível atribuir marcos, um deles é esse que se aproxima, virada do ano. Em minha cidade existe um fato que marca essa passagem. Em toda virada de ano, as crianças saem cedo de suas casas batendo de porta em porta gritando : "ano bom (bão)!!", as pessoas já preparadas para isso, compram doces para dar as crianças que batem a sua porta. Interessante pensar que por aqui, começamos o ano distribuindo doces a cada desejo de ano "bão" que recebemos. Talvez essa seja a receita que o povo daqui aprendeu para se ter um ano novo, um ano bão! Entretanto quando falamos em novo, pressupomos...
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